domingo, 19 de outubro de 2008

Espelho Vermelho


As coisas que você me fala
Não passam de graves
Infantilidades

Você acha que é correta
Só que é covarde
Fica achando que é adulta
E tá na puberdade

Conclusões da sua cabeça
Irrealidades
Sua mente é doente
Só tem a metade

Você não pede desculpa
Nem tem piedade
O seu lema é julgamento
E não amizade

Te vejo num espelho vermelho
Manchada de sangue
E tinta de cabelo

Me vejo num copo de vidro
Através do vinho
Pouco envelhecido


Você é a garota que acha
Que a sua razão
É o cheque da praça

E eu sou o cara que arde
A sua cabeça
Com a minha verdade

4 comentários:

A.Grega disse...

denso. ardido. gostei.

Mariana Junqueira disse...

Mandou um recado para alguém né? abaixou a crista de alguém que te incomodou... :) bem escrito

Flávia Prosdocimi disse...

música agora? musical? e a nossa peça? está envelhecendo...

Cris disse...

Interessante...falou tudo em poucas palavras....
E boas palavras!
Gostei!